terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

3ª atividade de Língua Portuguesa: poemas (sonetos, cantigas, poema de cordel) notícias e crônicas.

Figuras de Linguagem

A linguagem científica prima pela exatidão, pela precisão, pela correção, pela objetividade. O texto literário, no entanto, se marca por desvios em relação ao significado das palavras ou às próprias construções.
Por apresentar desvios, que também são conhecidos como figuras, diz-se que a linguagem usada pela literatura é figurada. É isso que vamos estudar nessa parte do livro. Para tal, dividimos essas figuras em grupos.

2.1 Metáfora (e suas variações)
Um homem, ao dirigir-se a uma mulher, diz: “Você é o sol da minha vida.”
Considerando que mulher não é sol, percebe-se que esta palavra (sol) está em sentido conotativo, ou seja, figurado. O que ele quer dizer pé que ela “o ilumina”, “o orienta”, “o aquece”, “é o centro de seus interesses”, “o mantém em órbita”...
Enfim, ele se coloca como um planeta, para o qual o sol é o próprio sentido e motivo da existência.
A esse processo de criação lingüística, que envolve uma comparação implícita, dá-se o nome geral de metáfora, a qual, por sua vez, se inclui num grupo mais amplo, o das figuras semânticas.
Vamos, agora, ver as mais comuns.

1.Metáfora
Troca ou relacionamento de palavras em que há uma construção figurada baseada na semelhança, isto é, um critério subjetivo e de contexto intelectual (não aparece o termo comparativo)
“Qualquer ruído, dizia, era faca em seus ouvidos” (Marina Colassanti)

2. Símile ou Comparação
É parecida com a metáfora, porém apresenta o termo comparativo presente.
“Partiu-se meu rosto em chispas / como as estrelas num poço”.(Cecília Meireles)

3. Personificação ou prosopopéia
É um tipo de metáfora em que se atribui qualidade, ação ou condição humana a coisas ou seres não humanos.
“As grandes árvores nem se mexem, pois não dão confiança a essa brisa, mas as plantinhas miúdas ficam felizes”.(Aníbal Machado)

4. Hipérbole
É também uma variação da metáfora, mas seu nome indica que se baseia num exagero.
“Até nosso céu eles espanaram” .(João Cabral de Melo Neto)
“Não o vejo há milhões de anos.”

5. Catacrese
É o uso impróprio, porém, já comum, de uma palavra por outra.
“... o Zaca o intimou com uma navalha cheia de dentes a fazer uma serenata”.(Manuel Bandeira)

6. Eufemismo
Também é da família da metáfora, mas tem o objetivo de suavizar uma idéia desagradável ou grosseira.
“O meu último sono, eu quero assim dormi-lo:
- Num largo descampado...” (Vicente de carvalho)
Às vezes, o Eufemismo ganha um tom humorístico. A mesma idéia de morte é percebida em:
“Ele vestiu um paletó de madeira”.

7. Sinestesia
É um tipo bem especial de metáfora. Consiste na mistura de elementos sensoriais.
“A luz gelada e pálida diluindo”.(Cruz e Souza)
(visão X tato)

2.2 Metonímia (e suas variações)
É o segundo grande eixo das figuras semânticas. Diferentemente da metáfora, que se baseia num eixo de concentração, a metonímia se caracteriza por uma relação ou troca de palavras em que ocorra uma contigüidade, isto é, uma aproximação objetiva, devido à ocupação de espaços próximos no universo.

“Os olhos claros da mulher pediram-lhe com doçura...” (Carlos Drummond de Andrade)
“olhos” substituem “mulher”

Agora é hora de estudar uma por uma.

1.Metonímia
Observe que se trocam (ou se relacionam) as palavras baseando-se na aproximação dentro do universo ou do contexto.
“Abriu uma torneira do banheiro para lavar o sono do rosto”.(Luís Fernando Veríssimo)
Há um tipo especial de metonímia que, na verdade, troca o “todo” por uma “parte”, que tem o nome de Sinédoque.
“O Ford quase o derrubou e ele não viu o Ford”.(Alcântara Machado)

Outro tipo de metonímia que tem nome especial é o Símbolo, que consiste na mistura do concreto com o abstrato.
“A cruz é a salvação do século.” (Tristão de Ataíde)


2. Perífrase
É o uso de uma expressão para substituir uma palavra, caracterizando-se por um “rodeio frasal”.
“A pátria de Alexandre se impunha ao mundo conhecido”.(Roberto Rinazzo)
(= Macedônia)

Há uma perífrase especial conhecida como Antonomásia, que consiste num “quase” apelido.
“Todos amam o Poeta dos escravos.”
(= Castro Alves)

3.Antítese
O que aproxima as palavras trocadas ou relacionadas é a oposição.
“Abaixo – via a terra – abismo de treva!
Acima – o firmamento – abismo de luz!” (Castro Alves)
Há dois tipos de Antítese, com razoável presença em concursos.

a)Paradoxo
É a oposição de raciocínios, já que há ilogicidade na idéia.
“Estranha paixão: quanto mais ódio, mais amor.” (Fagundes Varela)

b)Oxímoro
É a oposição de idéias no mesmo grupo sintático
“Amor é um contentamento descontente.” (Camões)

2.3 Ironia (e assemelhadas)
Colocamos neste grupo, além da própria ironia, outras que provocam efeitos expressivos curiosos, normalmente com intenção de humor.
1.Ironia
É, com clara intenção, comunicar exatamente o contrário do que se diz.
“... o velho começou a ficar com aquela bonita expressão cadavérica.” (Stanislau Ponte Preta)

2.Ambiguidade
É quando, intencionalmente, se provoca o duplo sentido, para conseguir o efeito estilístico desejado.
“Deixa-me, fonte! “Dizia / A flor, tonta de terror. / E a fonte, sonora e fria, / Cantava, levando a flor.”
(Vicente de Carvalho)
Dois sentidos: oposto a quente ou insensível, indiferente

Cuidado! Não havendo a intenção estilística, a ambiguidade pode ser considerada como um vício de linguagem (“erro” de construção frasal):
O aluno pediu ao professor para contar a verdade.
Eu vi o desmoronamento do barracão.
O rapaz olhava para a moça com olhar lânguido.

3. Clichê ou Chavão
É, na verdade, um tipo de metáfora, que, pelo uso excessivo, se torna muito comum, a ponto de não parecer linguagem figurada.
“Existem pedras no caminho da reeleição do governador”.
(= obstáculos)

4.Paranomásia
É um jogo de palavras, motivado pela simples aproximação sonora.
“Há quem faça obras / eu apenas / solto as minhas cobras”. (Sebastião Uchoa Leite)

• Às vezes, envolve o que se chama trocadilho:
“Não confunda carioca turista com caricaturista!”

2.4 Outros recursos estilísticos

a)Figuras sintáticas

1.Pleonasmo
É uma repetição; normalmente, para efeito estilístico, tem uma intenção enfática e retoma uma função sintática.
“A monocultura exclusiva do café não é boa para o solo.”
“Vi tudo com meus próprios olhos”.

2.Assíndeto
É a ausência intencional do conectivo coordenativo.
“Vim, vi, venci”.(César, imperador de Roma)

3.Polissíndeto
Ao contrário do anterior, é a repetição, com intenção expressiva, da conjunção coordenativa.
“... as casas são pobres e os homens são pobres, e muitos são parados e doentes e indolentes... ”(Rubem Braga)

4.Anáfora
É a repetição de palavra(s) no início da(s) estruturas(s) sintática(s).

“Fitar-te, ó flor do babilônio rio,
Fitar-te a medo no salgueiro oculto.” (Castro Alves)

Há uma variação chamada anadiplose, que consiste em começar a nova estrutura com a última palavra da anterior. Veja.
“Ofendi-vos, meu Deus, é bem verdade,
Verdade é, meu Senhor, que hei delinqüido,
Delinqüido vos tenho, e ofendido;
Ofendido vos tem minha maldade.” (Gregório de Matos)


5. Apóstrofe ou Invocação
É uma interpelação marcante.
“Deus, ó Deus, onde estás que não respondes?” (Castro Alves).

6. Silepse
É o desvio de concordância. Pode ser:
- de gênero
V.Sª mostrou-se atento aos problemas do povo, Sr prefeito.”
(feminino X masculino)

- de número
“Corriam gente de todos os lados e gritavam...”
(plural X singular)

- de pessoa
“Os cariocas somos especiais.”
(3ª pessoa X 1ª pessoa)

b) Figuras de estilística fonológica
1. Aliteração
É a repetição das consoantes no início das palavras
“Esperando parada pregada na pedra da pedra do porto”.(Chico Buarque de Holanda)

2.Eco
É a sucessão de palavras com final igual ou semelhante
“Era ela, Arabela. Como estava bela!” (Ciro dos Anjos).

3.Onomatopéia
É a figura pela qual se tenta reproduzir os sons por meio de palavras existentes ou criadas para esse fim.

“Tinir de ferros... estalar de açoite”.(Castro Alves)
“Só ouvia o tique-taque do relógio”.

4. Rima
É a coincidência de sons no final dos versos, ou, raramente, no meio deles.
“Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera
Somente a ingratidão – essa pantera
Foi tua companheira inseparável! (Augusto dos Anjos)

Atividades


Texto 1
Receita de acordar palavras
Palavras são como as estrelas
facas ou flores
elas têm raízes pétalas espinhos
são lisas ásperas leves ou densas
para acordá-las basta um sopro
em sua alma
e como pássaros
vão encontrar seu caminho.
(Roseana Murray, em “Receitas de Olhar”)

1.Os dois primeiros versos se constroem por meio de um(a):
a) exagero
b) mentira
c) erro
d) gradação
e) comparação

2. Versos livres são os que não tem métrica, e brancos, os que não têm rimas. Analisando-se o poema, percebe-se que seus versos são:
a) livres e rimados
b) metrificados e brancos
c) livres e brancos
d) metrificados e rimados
e)impossíveis de confirmar

3. O tema do texto, é na verdade:
a) a própria poesia
b) a palavra
c) a alma das palavras
d) o caminho da vida
e) a vida em si

4. No título, há uma clara prova de que a linguagem do poema é literária. Assinale-a.
a) o uso denotativo do verbo acordar
b) a referência à palavra “palavras”
c) a presença da preposição “de”
d) o emprego conotativo da palavra receita
e) o não aparecimento do tema real do texto

5. A função da linguagem predominante do texto, além da poética, é:
a) emotiva
b) metalingüística
c) conotativa
d) fática
e) referencial

6. “O sopro na alma das palavras” significaria, segundo o texto;
a) a forma poética
b) uso de metrificação adequada
c) a procura das melhores rimas
d) a mensagem que exprima o conteúdo
e) a intenção de sugestionar o ouvinte

Texto 2
Consoada
“Quando a indesejada das gentes chegar
(não sei se dura ou caroável)
talvez eu tenha medo
talvez sorria ou diga:
- Alô, Iniludível

O meu dia foi bom, pode a noite descer
(a noite com seus sortilégios).
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
a mesa posta,
com cada coisa em seu lugar.”
(Manuel Bandeira)

7. Indique a afirmativa que está em DESACORDO com as idéias expressas no texto 2.
a) O poeta apresenta um tom de ironia amarga.
b) O poeta aborda o tema da morte.
c) O título marca a recepção à “ilustre” personagem cuja presença é certa.
d) Os significantes “Indesejada”, “Iniludível” e “noite” equivalem-se semanticamente.
e) Há certeza, mas profundo sofrimento com relação à visita inesperada.

Descobrimento
Abancado à escrivaninha em São Paulo
Na minha casa da Rua Lopes Chaves
De supetão senti um friúme por dentro.
Fiquei trêmulo, muito comovido
Com o livro palerma olhando pra mim.

Não vê que me lembrei que lá no norte, meu Deus! Muito longe de mim
Na escuridão ativa da noite que caiu
Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos,
Depois de fazer uma pele com a borracha do dia, Faz pouco se deitou, es´t dormindo.

Esse homem é brasileiro que nem eu.
(Mário de Andrade)

08. Pela comparação entre o título e o conteúdo do poema, percebe-se uma intenção.
a) eufemística
b) onomatopaica
c) simbólica
d) metafórica
e) hiperbólica

09. No quinto verso, há uma figura chamada:
a)metonímia
b)ironia
c)prosopopéia ou personificação
d)símile ou comparação
e)catacrese

10. No último verso, temos um (a):
a)metonímia
b)comparação
c)metáfora
d)paralelismo
e)catacrese

11. Numere, de acordo com as indicações:
1.Hipérbole
2.Personificação
3.Símile
4.Eufemismo
5.Catacrese
6.Antítese
a) ( ) “Ó morte, tu és o porque da minha vida.”
b) ( ) “Embarcamos no ônibus das oito.”
c) ( ) “A onda do mar beijava a Branca areia.”
d) ( ) “Ela agiu como uma leoa na defesa dos filhos.”
e) ( ) “Serão séculos de angústia em meu coração.”
f) ( ) “Vovô entregou a alma a Deus...”

12. Identifique a silepse: 1- de gênero; 2- de número; 3- de pessoa e 4- de gênero e número.
a) ( ) “Os homens sois, naturalmente, infiéis...” (Clarice Lispector)
b) ( ) “Era uma torcida fascinante, gritavam animados todo o tempo...”(Stanislaw Ponte Preta)
c) ( ) “Povo bom é aquele, tiram de letra misérias e injustiças.” (Plínio Marcos)
d) ( ) “V.M é muito impetuoso.” (Alexandre Herculano)


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

2ª atividade de Língua Portuguesa: poemas (sonetos, cantigas, poema de cordel) notícias e crônicas.


 

Leia o soneto abaixo. Nele, o poeta português Bocage constrói um cenário muito específico com os elementos da natureza.

Recreios campestres na companhia de Marília

Olha Marília, as flautas dos pastores
Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre as flores?

Vê como ali beijando-se os Amores
Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes,
As vagas borboletas de mil cores.

Naquele arbusto o rouxinol suspira,
Ora nas folhas a abelhinha pára, 
Ora nos ares sussurrando gira:

Que alegre campo! Que manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,
Mais tristeza que a morte me causara.
(BOCAGE, Manuel M. Barbosa Du. Obras de Bocage. Porto: Lello & amp; Irmão 1968.)

1. A quem o eu lírico se dirige? ______________________________________________________________.(1,0)
2. Que convite ele faz a essa pessoa? (1,0)
_________________________________________________________________________________
3. Como a natureza é apresentada no poema? (1,0)
_________________________________________________________________________________
4. No último terceto, a caracterização da natureza funciona como argumento para convencer Marília do quanto ela é amada. Explique qual é a relação estabelecida entre a natureza e os sentimentos do eu lírico. (1,0)
__________________________________________________________________________________
5. Há, no cenário natural do soneto, uma evidente artificialidade. Como ela pode ser percebida? (1,0)
_________________________________________________________________________________

6. Em relação ao soneto lido, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as afirmativas falsas: (1,0)

( ) A referência à música melodiosa feita pelos pastores é uma alusão à felicidade da vidacampestre, uma das características do Arcadismo.
( ) No terceiro verso, a Natureza personificada, demonstra sua tristeza e melancolia.
( ) O eu lírico rejeita a beleza do campo e afirma preferir os sons da cidade.
( ) A natureza é descrita de forma detalhada formando assim uma paisagem perfeita e harmônica.

7. Na segunda estrofe do soneto lido, o eu-lírico: (1,0)

a. ( ) continua a descrever as belezas da paisagem campestre.
b. ( ) chama a atenção de Marília para que olhe à sua volta e veja como tudo convida o amor.
c. ( ) faz referência a figuras da mitologia grega e romana.
d. ( ) reclama que Marília não lhe dá atenção. 

8. Leia atentamente o texto e responda: (1,5)

“Eu sem você Sem você, meu amor
Não tenho porquê Eu não sou ninguém
Porque sem você Ai, que saudade
Não sei nem chorar Que vontade de ver renascer
Sou chama sem luz Nossa vida
Jardim sem luar Volta, querido,
Luar sem amor Os meus braços precisam dos teus
Amor sem se dar Teus braços precisam dos meus
Ai, eu sem você Estou tão sozinha
Sou só desamor Tenho os olhos cansados de olhar
Um barco sem mar Para o além
Um campo sem flor Vem ser a vida” 
(Samba em prelúdio – V. de Moraes e Baden Pawell)

a. Responda se o eu-lírico dessa canção é masculino ou feminino. Justifique com um trecho do poema. 
________________________________________________________________________________
b. Com o que o eu-lírico se compara para explicar a sua tristeza em estar sem seu amor? 
________________________________________________________________________________
c. Como o eu-lírico diz que se sente por não ter o ser amado? 
________________________________________________________________________________

9. Analise os poemas a seguir, do poeta Tomás Antônio Gonzaga, retirados de sua obra “Marília de Dirceu”. (1,5)

LIRA XIV
[...]
Ornemos nossas testas com as flores, 
e façamos de feno um brando leito; 
prendamo-nos, Marília, em laço estreito, 
gozemos do prazer de sãos amores.
Sobre as nossas cabeças,
sem que o possam deter, o tempo corre: 
e para nós o tempo que se passa,
também, Marília, morre.

Com os anos, Marília, o gosto falta
e se entorpece o corpo já cansado;
triste, o velho cordeiro está deitado,
e o leve filho, sempre alegre, salta. 
A mesma formosura
é dote que só goza a mocidade:
rugam-se as faces, o cabelo alveja, 
mal chega a longa idade.

Que havemos de esperar, Marília bela? 
que vão passando os florescentes dias? 
as glórias que vêm tarde, já vêm frias, 
e pode enfim mudar-se a nossa estrela.
Ah! não, minha Marília, 
aproveite-se o tempo, antes que faça 
o estrago de roubar ao corpo as forças,
e ao semblante a graça!

a. Qual a argumentação apresentada pelo eu-lírico?
_________________________________________________________________________________

b. Quais os temas desenvolvidos nessa Lira?
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c. Para reforçar seus argumentos, o eu-lírico, em certo momento, utiliza-se de um exemplo da natureza, identifique-o.
__________________________________________________________________________________

d. Na visão do eu-lírico, quais efeitos nocivos podem ser associadas à passagem do tempo? 
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Vocabulário:
Cadentes: ritmado
Tejo: rio que corta a cidade de Lisboa, em Portugal
Zéfiros: na mitologia grega, são os ventos que sopram do Ocidente.
Incitando: provocando
Ósculos: beijos
Ei-las: Aí estão
Rouxinol: pássaro 
Gira: rodopia
“se eu não te vira”: se eu não tivesse te visto

1ª atividade de Língua Portuguesa: poemas (sonetos, cantigas, poema de cordel) notícias e crônicas.

a origem da poesia



publicado originalmente no periódico Altofalante Cultural

Falar da origem da poesia é o mesmo que falar da origem do homem: visto que sem poesia não poderia haver o homem. Claro que essa afirmação vai contra tudo o que estamos acostumados a ouvir e entender por poesia e por origem, e só poderia ser minimamente aceita se questionarmos antes duas posturas que estão no cerne da nossa maneira de pensar: 1) a compreensão evolutiva do espaço, do tempo e da história, e 2) a noção, tão insistentemente fundamentada pela funcionalidade do sistema de produção e consumo, de que a arte é uma forma de entretenimento, um meio de expressão, uma válvula de escape, enfim, uma fantasia sem importância feita para embelezar o mundo.
 
Essa visão, da instrumentalidade da poesia, da linguagem e da história nos faz entrever o mundo como uma série de processos separados, onde arte nada tem a ver com a realidade, distante da história, da física, da biologia, da economia e da política. Na verdade, todas as coisas do homem surgem a partir de um mesmo princípio, que é o agir do homem enquanto agir-se. Na Grécia antiga, havia um termo para isso: Poiesis. Princípio pelo qual se dava a criação. Acontece que a instrumentalidade da linguagem acarreta uma instrumentalidade do homem, e este perde o que existe de essencial no fazer, que é o criar, tornando-se, assim, mero repetidor em função do sistema.
 
E dentre todas as coisas que o homem age, a poesia é a mais importante. Pois a poesia não é uma coisa entre outras coisas. A poesia não é um mero jogo que utiliza a linguagem como matéria prima a ser trabalhada; muito pelo contrário, é a poesia que tornou e torna a linguagem possível, sempre. A poesia é a linguagem primogênita de um povo, disse Heidegger. A poesia é o primeiro e o mais fundamental testemunho do homem, atestação de sua presença e de seu pertencimento à Terra. É assim que ele se manifesta enquanto linguagem e, então, enquanto homem.
 
Basta lembrar que os primeiros físicos do ocidente eram sobretudos poetas. Na verdade nem havia diferença entre ser poeta, físico, filósofo, matemático, pois em todas essas coisas havia a dimensão do sagrado. Estes eram homens espantados diante da complexidade da physis que se erguia com seus grandes milagres e tempestades. O mesmo espanto que, milhares de anos depois, acompanha o cientista de hoje diante da imprevisibilidade das partículas e da grandiosidade do cosmos. “O sol é do tamanho de um pé humano” disse Heráclito, numa afirmação que, antes de ser científica é poética e antes de ser poética é sagrada. Não é uma afirmação ingênua, como poderiam pensar alguns. Heráclito sabia da distância do sol, mas sabia também que o sol era sim, como ainda hoje é, a medida do homem. Esse sol adquiria uma dimensão poeticamente moldável como o horizonte de Manuel de Barros, onde se enfiam pregos, ou a florflamejante de Sousândrade. É a dimensão onde as coisas são e deixam de ser.
 
A nós, homens modernos, depois do cogito cartesiano, depois da metafísica kantiana, depois que o homem expulsou os deuses de seu convívio e se tornou seu próprio deus através da ciência em detrimento da poesia, isso tudo parece distante e absurdo. Não entendemos que o conhecimento científico é uma interpretação do mundo tão “fantástica” e falha quanto qualquer outra. A ciência explica que a lua é um satélite. Mas esta não é a lua, é uma das facetas da lua. A lua é isso e muito mais. A lua é a lua de Lin Sao, que pende madura na ponta de um galho, é a lua de São Jorge, é Selene, é a lua dos mitos, todas diferentes e a mesma. Os próprios cientistas hoje se dão conta do absurdo que é a realidade. Ilya Prigogine, prêmio Nobel de física, afirmou ser a realidade somente uma das realizações do possível.
 
O absurdo da poesia não é nada mais que o absurdo do real. A poesia e a arte não surgiram num momento específico, mas surgem a cada instante e com ela o homem, pois nisso consiste a cultura, a constante atualização do homem como homem. Pois o homem só pode ser sendo, homem, num constante processo de realização poética. Nos percebemos humanos e mortais a cada ato, e é disso que vem a poesia. Por isso, ao contrário da visão linear do senso comum, a arte não é um jogo subjetivo de gênios excêntricos. Sua essência sagrada está na física moderna e clássica, está nas habitações, na matemática, em todos nós. A poesia é a linguagem primordial de todo espanto e está na essência de tudo que produzimos, enquanto ato criador não alienado. A poesia é o que permite o real, ainda que hoje o real a oculte, entulhado na rotina dos sistemas.

Atividades:
1. Escreva um texto em forma de poesia descrevendo sobre os acontecimentos mais importantes que ocorreram em suas ferias.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

1ª Atividade de Arte e Educação Física.


Arte:

Imagens Surrealistas.


Como fazer um desenho animado?

Atividades:
Descobre como são feitos os filmes!
Tens de ver o desenho da folha de baixo.
1. Precisas de um pequeno bloco de papel fino, para poderes copiar por cima. Desenha um boneco na última página.
papel-animado-01
2. Passa à penúltima página. Copia por cima o desenho do boneco, mudando um pouco a posição de um braço ou uma perna.
papel-animado-02
3. Continua a copiar o boneco da página de baixo, sempre com pequenas alterações, como se ele se tivesse movido.
papel-animado-03
4. Desenha pelo menos 20 páginas com o boneco. Passa as folhas rapidamente de trás para a frente. O boneco parece mexer-se.
papel-animado-04
Explicação de como fazer bloco de papel animado
Quando passa rapidamente as páginas, os olhos e o cérebro misturam as imagens e por isso o boneco parece mover-se. Os filmes têm de mostrar 24 fotografias por segundo para a imagem reproduzir o movimento real.
Agora faça seu desenho animado, seguindo as orientações acima.

Educação Física:
Os esportes mais praticados no Brasil.

O esporte brasileiro é organizado por confederações nacionais como o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que é o órgão máximo dos esportes no país. Os esportes são divididos pelo Comitê entre olímpicos e confederações vinculados a esportes que não fazem parte das olimpíadas. A principal premiação é o Prêmio Brasil Olímpico, organizado pela COB, que reconhece os melhores atletas anualmente. Na lista de vencedores estão Gustavo Kuerten, Giba, Vanderlei Cordeiro de Lima, Leila, Daiane dos Santos, Daniele Hypólito e os atuais ganhadores, César Ciello e Maurren Maggi.
As modalidades praticadas no Brasil são diversas, mas a principal é o futebol. O Brasil é celeiro de grandes futebolistas, consistindo no maior exportador de jogadores para times internacionais. O país também coleciona títulos mundiais, sendo o único pentacampeão na Copa do Mundo da Federação Internacional de Futebol – Fifa. Algumas vertentes, inclusive, surgiram no Brasil, como é o caso do futsal, do futebol de areia e futebol society, praticado num campo menor e com grama sintética.
O Brasil é berço de esportes como a capoeira, o jiu-jitsu brasileiro, o vale-tudo e a peteca. A capoeira é uma prática esportiva que deriva da época da escravidão e mistura luta, dança e cultura popular. Dizem que a luta surgiu com os escravos querendo praticar um meio de autodefesa, sem que os senhores de engenho percebessem, por isso a inclusão da dança. O jiu-jitsu brasileiro é uma adaptação feita no país pela família Gracie, que alterou regras do japonês. Os irmão Gracie foram responsáveis também pela criação do vale-tudo. Eles percorriam as academias de outras lutas marciais no Rio de Janeiro com a intensão de demonstrar que o jiu-jitsu era a técnica mais eficiente. Dessas disputas, nasceu o vale-tudo, que hoje possui regras particulares e é muito difundido pelo mundo inteiro, assim como o jiu-jitsu brasileiro. O jogo de peteca foi inventado pelos índios brasileiros e tornou-se muito popular na Europa, principalmente na Alemanha.
Entre outros esportes importantes no país podem ser citados o voleibol, basquetebol, automobilismo, ginástica e outras artes marciais. O basquete já foi o segundo esporte mais popular do país, com grandes nomes como Oscar e Hortência. O vôlei brasileiro tem Giba como um dos principais atletas e a ginástica tem nomes como Daiane dos Santos, Daniele e Diego Hypólito. A natação é outra modalidade que vem conquistando espaço no país com atletas como Fernando Scherer, Gustavo Borges e, atualmente, César Cielo.
Atividades:

1. Cite três principais regras do:

a) Futebol:
b) Voleibol:
c) Basquete:
d) Automobilismo::

2. Quanto a nossa arte marcial brasileira, quando, onde e porque surgiu a Capoeira?

3. Quais outros tipos de artes marciais voce conhece? Qual o principio geral em todas? 

4. O futebol é um dos esportes mais populares do mundo. Altamente profissionalizado, a cada dia consolida sua face globalizada e, de quatro em quatro anos, promove uma competição - a Copa do Mundo - que atrai a atenção de milhões de pessoas e envolve cifras astronômicas. A propósito do tema, marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa, assinalando em seguida a opção correspondente.


( ) O interesse pelo futebol pode ser medido, entre outros aspectos, pelo impressionante número de países filiados à FIFA, instituição que conduz esse esporte profissional e que se faz presente em todos os continentes.

( ) O Brasil, presente em todas as Copas do Mundo, tendo sediado uma (1950), é o único país que, até hoje, conquistou por quatro vezes o título de campeão mundial de futebol.

( ) O Mundial de 2002 apresenta uma singularidade que o distingue de todas as copas anteriores: além de ser realizado no continente asiático, tem dois países como sede dos jogos - Japão e Coréia do Sul.

5. Analise as imagens abaixo e responda:

Figura 1: Disponível em: http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/235151post_foto.jpg. Figura 2: Disponível em: http://esporte.hsw.uol.com.br/volei-jogos-olimpicos.htm. Figura 3: Disponível em: http://www.arel.com.br/eurocup/volei/ Acesso em: 27 abr. 2010. (Foto: Reprodução/Enem)Figura 1: Disponível em: http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/235151post_foto.jpg.
Figura 2: Disponível em: http://esporte.hsw.uol.com.br/volei-jogos-olimpicos.htm.
Figura 3: Disponível em: http://www.arel.com.br/eurocup/volei/
Acesso em: 27 abr. 2010.

O voleibol é um dos esportes mais praticados na atualidade. Está presente nas competições esportivas, nos jogos nos jogos escolares e na recreação. Nesse esporte, os praticantes utilizam alguns movimentos específicos como: saque, manchete, bloqueio, levantamento, toque entre outros. Na sequência de imagens, identificam-se os movimentos de
  1. A
     
    sacar e colocar a bola em jogo, defender a bola e realizar a cortada como forma de ataque.
  2. B
     
    arremessar a bola, tocar para passar a bola ao levantador e bloquear como forma de ataque.
  3. C
     
    tocar e colocar a bola em jogo, cortar para defender e levantar a bola para atacar.
  4. D
     
    passar a bola e iniciar a partida, lançar a bola ao levantador e realizar a manchete para defender.
  5. E
     
    cortar como forma de ataque, passar a bola para defender e bloquear como forma de ataque.